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Paraisópolis: PM que riu ao agredir jovens responde por abuso de autoridade...

Por Bolivar Dorneles em 04/11/2019 às 07:20:45
noticias.uol.com.br

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O policial militar flagrado rindo e espancando jovens com uma barra de ferro —incluindo um deficiente físico— em um baile funk de Paraisópolis, zona sul de São Paulo, foi identificado, afastado e responde por abuso de autoridade. Ele também pode responder por lesão corporal, caso as vítimas sejam identificadas e o denunciem. O soldado Rodrigo Almeida Silva Lima, lotado no 16º BPM (Batalhão da Polícia Militar), que age na zona sul da capital paulista, tem 23 anos e está há quatro anos na corporação. Ele foi afastado dos serviços operacionais e alocado nos serviços administrativos até a conclusão da investigação...

Lima foi flagrado em vídeos que repercutiram nas redes sociais nos últimos dias escorado em uma parede, ao lado de uma viela, e agredindo aleatoriamente jovens que tentavam deixar um baile funk por meio de uma viela. O caso ocorreu na madrugada de 19 de outubro. A reportagem apurou que esta é a primeira ocorrência negativa do soldado Lima. Até então, não havia nenhuma queixa ou investigação interna contra ele. Esta primeira apuração que ocorre contra o policial só passou a existir em razão da circulação dos vídeos nas redes sociais. A reportagem pediu uma entrevista com o soldado Lima via assessoria de imprensa da SSP (Secretaria da Segurança Pública), que não respondeu ao pedido...

Três versões sobre Paraisópolis Segundo a primeira versão oficial, apresentada pelos PMs envolvidos na ocorrência, os nove jovens foram mortos pisoteados. A segunda, da Polícia Civil, aponta que as mortes ainda são suspeitas, porque não há elementos suficientes para explicar as causas das mortes. Depois, o MP (Ministério Público) citou os crimes como homicídios, mas tirou a responsabilidade dos PMs e afirmou que a Promotoria fará investigação criteriosa. Atestados de óbito de 4 dos 9 jovens apontam as causas das mortes por asfixia e trauma na medula. Familiares de algumas das vítimas estranham o fato de não haver marcas esperadas por pisoteamento —como feridas ou sangue.

PMs afastados do serviço operacional Desde segunda-feira, seis policiais militares do 16º BPM (Batalhão da Polícia Militar) que estiveram envolvidos na operação em Paraisópolis na madrugada de domingo estão afastados do serviço operacional. Em depoimento prestado à Polícia Civil e à Corregedoria da PM, eles afirmaram que fizeram "uso moderado da força". Os PMs João Paulo Vecchi Alves Batista, Rodrigo Cardoso da Silva, Antonio Marcos Cruz da Silva, Vinicius José Nahool Lima, Thiago Roger de Lima Martins de Oliveira e Renan Cesar Angelo foram alocados ao serviço administrativo, uma prática comum da corporação paulista quando há suspeitas contra seus servidores.

Doria elogia PMs, mas recua O governador João Doria (PSDB) defendeu a ação da PM na operação que terminou com nove mortos e também defendeu a corporação paulista como um todo. Ele teceu elogiou aos policiais do estado e afirmou que a política de segurança não irá mudar. Só quatro dias depois, após repercussão negativa, ele recuou e admitiu que deve revisar o protocolo da PM. A versão apresentada por Doria, até então, é a mesma da polícia: PMs reagiram a um ataque de dois criminosos que estavam em uma moto atirando. "A letalidade não foi provocada pela PM, e sim por bandidos que invadiram a área onde estava acontecendo baile funk.

Fonte: UOL

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